
Oriunda de Portugal, a literatura de cordel chegou no balaio e no coração dos nossos colonizadores, instalando-se na Bahia e mais precisamente em Salvador. Dali se irradiou para os demais estados do Nordeste. A pergunta que mais inquieta e intriga os nossos pesquisadores é “Por que exatamente no nordeste?”. A resposta não está distante do raciocínio livre nem dos domínios da razão. Como é sabido, a primeira capital da nação foi Salvador, ponto de convergência natural de todas as culturas, permanecendo assim até 1763, quando foi transferida para o Rio de Janeiro.
Na indagação dos pesquisadores no entanto há lógica, porque os poetas de bancada ou de gabinete, como ficaram conhecidos os autores da literatura de cordel, demoraram a emergir do seio bom da terra natal. Mais tarde, por volta de 1750 é que apareceram os primeiros vates da literatura de cordel oral. Engatinhando e sem nome, depois de relativo longo período, a literatura de cordel recebeu o batismo de poesia popular.
Saiba mais sobre o cordel: visite o site da ABLC.
#1 por karol silveira em 16 de dezembro de 2009 - 14:27
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Este blog será um instrumento fundamental para somarmos as forças em prol da ABLC e divulgarmos os eventos de 2010.
Conte comigo sempre.
#2 por ALTAIR LEAL em 20 de dezembro de 2009 - 0:53
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A Pantera Cordelaria , atuando desde 2005 editando cordéis com os poetas do nordeste, vem neste final de ano,colocar ao conhecimento de todos, que no período de 16 de novembro a 24 de dezembro de 2009, estará fazendo inscrições para o concurso de literatura de cordel, com o tema “humor”, sendo os cordéis em sextilhas ou septilhas.As décimas, martelos e galopes, não serão aceitas, pois caberá a estes estilos um concurso em breve.O concurso será aberto a todos que gostam e admiram a poesia popular, tendo como premio :
1º COLOCADO = 250 CÓPIAS DO CORDEL VENCEDOR.
2º COLOCADO = 150 CÓPIAS DO CORDEL VENCEDOR.
3º COLOCADO = 100 CÓPIAS DO CORDEL VENCEDOR.
Teremos como jurados um representante da U.B.E.(União Brasileira de Escritores), um representante da UNICORDEL(União dos Cordelistas de Pernambuco), um representante da Pantera Cordelaria,e mais duas pessoas envolvidas com cordel ( editor,historiador,músico popular,etc.).
Todos os cordéis enviados devem ser inéditos, e serão obras dos próprios autores durante e após o termino do concurso,cabendo a Pantera Cordelaria apenas a impressão numerada de 100 títulos dos cordéis vencedores,para divulgação e entrega em entidades culturais com autorização dos autores,independente das cópias dos prêmios.
Pedimos aos interessados que enviem seus textos ,25 estrofes mínimas para :
altaircordel@hotmail.com
panteracordelaria@gmail.com
colocando como assunto:
Concurso de Literatura de Cordel.
DIVULGUEM E PARTICIPEM
#3 por Cristina em 19 de janeiro de 2010 - 12:32
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Convite
Página do Colóquio : http://www.lusofonias.net/encontros%202010/paginaprincipal.html
colóquios da lusofonia
13º colóquio da lusofonia / 5º encontro açoriano da lusofonia , florianópolis, santa catarina, brasil – 5 a 9 abril 2010
Os Colóquios da Lusofonia seguiram a saga dos navegadores de 1500 e chegaram aos Açores em 2006 para debaterem a identidade açoriana, sua escrita, lendas e tradições. Em 2008 tivemos a presença do picaroto, Dias de Melo e do micaelense Daniel de Sá. Em 2009 tivemos o prolífico escritor Cristóvão de Aguiar que é o nosso convidado especial em Bragança este ano. Na nossa porfia por repor tais escritores no panteão que merecem temos ainda outros para estudar. É para eles, suas obras e memórias, que iremos orientar edições futuras, para que sejam lidos e traduzidos Com exultação vos digo que eles estão a ser estudados, graças à colega Rosário Girão, em universidades romenas e polacas; graças às colegas Zélia Borges e Dina Ferreira nas Universidades de São Paulo, Brasil e irão chegar ao mundo nos novos cursos abertos de Estudos Açorianos da UNISUL na internet e da Universidade do Minho. Persistiremos nesta nossa nova tarefa de dar a conhecer e traduzir autores que a curta memória dos homens olvidou para além de debatermos ainda o acordo ortográfico e a tradução, tema que nunca abandonámos desde a primeira edição.
1) Datas de pagamento da inscrição
Oradores madrugadores
Até 12 fevereiro 2010 € 50.00 ou R$100.00
Oradores atrasados
Após 12 fevereiro 2010 € 75.00 ou R$150.00
Presenciais madrugadores (crachá, certificado e atas/anais)
Até 12 de março 2010 € 20.00 ou R$ 40.00
Presenciais Estudantes
Até 12 de março 2010 R$ 20.00
2) Datas limite (trabalhos)
Proposta de trabalho a apresentar (oradores)
Até 31 de janeiro 2010
Anúncio oradores selecionados
Até 5 fevereiro 2010
Receção de trabalhos a imprimir para atas/anais
Até 2 março 2010
OBS .
Contato celular : 48 8427-3517 – 32097445 . Cristina Vianna.
Durante o Colóquio estaremos disponibilisando um espaço para os autores catarinenses apresentarem seus livros para que ocorra intercâmbio literário.Aberto espaço para toda expressão artística.(vagas limitadas).Conto com essa soma cultural. Estão abertas as pré inscrições para participantes e os prazos para oradores ,assim como as vagas estão se esgotando.
Grata.
Cristina Vianna
http://destinopasargada.blogspot.com/
#4 por José Augusto Araújo da Silva em 29 de janeiro de 2010 - 22:23
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NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO
1
Sempre vivi aprendendo,
Aprendendo e ensinando,
Ensinando e refletindo,
Refletindo, investigando.
Assim eu fui descobrindo,
Descobrindo e perguntando.
2
Nada fazia parar
A vontade de querer,
De querer e querer mais,
Querer sempre mais saber
Do mundo e coisas do mundo
Aprender e se prender.
3
Até que um dia eu
Aprendi ser professor,
Professor da juventude
Que tem muito pouco amor
A vontade de estudar
Que me causa até pavor.
4
Mas sabe como é aluno,
Às vezes é preguiçoso,
Desligado e remanxão.
Em outras é curioso,
Insistente, inteligente,
Persistente e buliçoso.
5
E pra ninguém duvidar
Que o futuro da nação
Pertence a todo estudante
Hoje um levantou a mão
Lá num cantinho da sala
E disse: – Me diga ou não!?
6
Professor, você já sabe,
Das novas leis da gramática?
Lubrifiquei a goela
Tentei responder com tática
E disse que eu já sabia,
Essa foi minha didática.
7
– Meu amigo, Otaliano,
Essas coisas de linguagem
É pisar pisando espinho,
Pois qualquer ‘erro’ ou bobagem
O preconceito linguístico
Atacará nossa imagem.
8
E fique você sabendo
Que já entrou em vigor
As novas leis da gramática
Para alinhar professor,
Aluno, juiz, político,
Escritor e promotor.
9
Mês um de 2009
Em Angola e Portugal;
Em Brasil e São Tomé;
Timor-Leste, Guiné-Bissau,
Moçambique e Cabo Verde
A língua ficou igual.
10
Mas eu fico imaginando:
Essas cabeças de ar
Por capricho ou por política
Invés de descomplicar
Fazem tudo, tudo fazem…
Para a linguagem travar.
11
E assim quando não dão
Um nó na língua falada
Enrola mais a escrita
Tornando-a mais engessada,
Conservadora, sem asa…
Até mesmo mais pesada.
12
Já que o recreio chegou
Na volta eu explicarei
Regra por regra a vocês.
Ao voltar me deparei
Com todos os estudantes
Querendo a primeira lei.
13
– Pois bem! Saiu o acento
Das palavras: assembléia,
De jiboia, paranoia,
Tipoia, joia e ideia.
E sendo ditongo aberto
Se foi também de plateia.
14
Das palavras paroxítonas
Desapareceu também
O acento de taoismo,
Feiudo, feiura sem…
Afetar sua pronúncia
Nem a língua de ninguém.
15
Buliram com outro acento
Que vai dar dor de cabeça
Em cavalo manco até,
Até que restabeleça
Ponto por ponto a ideia,
Ou suba e desça e esqueça.
16
Esse acento é dito e visto
Como diferencial,
É pra diferenciar
Pôr de por que é um casal
Que tem desigual sentido
E pronúncia bem igual.
17
Também veja Otaviano
Como foi mesmo tirado
De pára – forma verbal –
O acento consagrado
Deixando igual para a para
E muito mais enrolado.
18
Péla do verbo pelar
Ficará sem seu acento,
Com igual grafia à pela
Do fechado casamento
Da preposição co’o artigo,
Sem causar constrangimento.
19
E fica com seu acento
Pôde verbo no passado.
Conjugado no presente
Pode fica carimbado
Sem acento pra não ter
Estudante embaralhado.
20
O acento circunflexo
Não será usado mais
Nas palavras de grafia
Com “ôo” e seus “derivais”:
Abençoo, voo e magôo;
Corro, perdoo e demais.
21
E também saiu de “êem”
O acento circunflexo
Das palavras leem, descreem,
Deixando menos complexos
Os verbos ver, crer, ler, dar
Que me deixavam perplexo.
22
O trema tremeu, caiu
Do nosso vocabulário,
Deixando o “ü” sem véu,
Sem trabalho e inventário
Do grupo que, qui e gue, gui
Que fez esse comentário:
23
– Sem trema e mesma pronúncia:
Sagui, sequestro, frequente,
Benguê, tranquilo e linguiça.
Logo atrás vem eloquente
Louco me dizendo: – Trema,
Não tem mais quem aguente.
24
Por fim, falarei da última
Das regras gramaticais
Imposta pra ser seguida
Dos sertões as capitais,
Dos países já citados
De vidas tão desiguais.
25
O hífen não tem mais uso
Quando seu prefixo finda
Em vogal e a segunda
Palavra começa ainda
Com as letras S ou R
Duplicada sem berlinda.
26
Assim como em contrarregra
E antirreligioso.
Contrassenha e minissaia
Ficaram até gostoso
De se ler e declamar
Sem me deixar cabuloso.
27
Também não se usa o hífen
Quando o prefixo termina
Com vogal e outra começa
Outro termo que destina
Uma vogal diferente
Seja aqui ou na esquina.
28
Como em autoaprendizagem
E neopetropolitano,
Seguidos de autoestrada
E depois euroafricano.
Também em autoeducação
O hífen foi pelo cano.
29
Mas regras têm exceções,
Veja em super-resistente,
Onde o prefixo termina
Com R e R presente,
E no vocábulo seguinte
Tem hífen regularmente.
30
Olhou-me Otaliano
E disse-me prontamente:
– O acordo teve também
Um pulsar inteligente
Botou W, K e Y
No alfabeto da gente.
31
Disse-te: – Tu tens razão,
Do nosso cotidiano
Essas letras fazem parte
Como em Franklin, frankliano,
Byron, Darwin, sexy, show,
Byte, Kuwait e kuwaitiano.
32
Quando a aula terminou
Uns gostaram da didática,
Alguns acharam melhor
Do que química e matemática,
Outros saíram dizendo:
– Assim aprendo gramática.
33
E ficaram estudando,
Aprendendo e refletindo,
Refletindo e descobrindo
Descobrindo que a linguagem
Não é uma maquiagem
Pintada pela gramática
De cara e visão estática,
Presa na língua do povo
Feito um passarinho no ovo
Sem canto, encanto e didática.
FIM
José Augusto Araújo da Silva é poeta e professor do Ensino Médio da rede estadual. Nasceu em Patu-RN (filho de Francisco João e Orlanda Araújo), mas sua vida (infância e adolescência) foi toda em Belém do Brejo do Cruz-PB, onde considera sua cidade natal. Veio para Mossoró-RN em 1995, onde se graduou em Teologia, cursou Letras (UERN) até o 7º período e atualmente cursa Direito (UERN). Sua base literária vem da atenção à cultura nordestina, à leitura e à influência recebida na meninice pela avó-mãe, dona Camila Araújo que tinha o hábito de toda semana comprar cordéis na feira para serem lidos á noite para um grupo de pessoas em sua casa. Em 2008, José Augusto idealizou e inaugurou a (CORDELTECA POETA LUIZ CAMPOS) na Escola Estadual Professor José Nogueira, ‘local onde trabalha’, com mais de 1.000 exemplares e, aproximadamente, 300 títulos.
#5 por Heliodoro Morais em 21 de abril de 2010 - 9:13
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Eu vejo nesse cenário
Uma filial do céu
Paraiso imaginário
Sem ter Caim nem Abel
Verdadeiro santuário
Dos poetas de cordel
O trono do menestrel
Palácio da fantasia
Doce da lua de mel
Da santa sabedoria
Sob os lençóis do motel
No leito da poesia
O templo da confraria
Tendo o verso por produto
Um recanto de magia
De encanto absoluto
Dando um banho de alegria
Neste poeta matuto
Traduz o salvo conduto
Do direito de sonhar
Um minuto por minuto
De aqui poder estar
Saudando neste reduto
A cultura popular
Bravo poetas!!!
#6 por Raimundo Nonato da silva em 17 de maio de 2010 - 9:42
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Absurdos mundiais
Autor poeta Raimundo nonato da silva
De Sousa na Paraíba
Bombas fogos explosíveis
Coisas de homens sem planos
Não tem quem some os milhões
Que são gastos todos os anos
Davam para alimentar
Milhões de seres humanos
Muitos homens levianos
Cada um sem coração
Tem deles que ainda falam
De acabar a poluição
Meu Deus quanta hipocrisia
Nos grandes desta nação
Eu sei que cada explosão
Polui o meio ambiente
Sei que o efeito estufa
Ta me deixando doente
E o aquecimento global
Pouco a pouco mata a gente
Jesus não esta contente
E para Deus não tem graça
Vê a terra poluída
Com bomba guerra e desgraça
Que gasta grana com fogos
Ta gastando com fumaça
A cada dia que passa
O político demagogo
Fala no meio ambiente
Diz a terra esta em jogo
E quando é pra soltar gironda
Ele é quem acende o fogo
Em político demagogo
Só tolo é que se confia
O que ele diz de noite
Não serve pro outro dia
Vê o erro cala e consente
Veja quanta hipocrisia
Eu vejo todos os dias
O mundo na esparrela
Político ator mente bem
Como vilão de novela
Fala da poluição
Protege quem pratica ela
É hipócrita quem dizer
Detesto poluição
E corta uma arvore e faz
Queimadas em cima do chão
E enche os rios de lixo
Solta bomba e foguetão
Em cada uma machadada
Uma árvore linda tomba
Cada bomba é um buraco
Que no chão a bomba a romba
Se fosse por mim o mundo
Não tinha traque nem bomba
Outro dinheiro perdido
Eu digo e não é boato
É com chapa de eleição
E retrato de candidato
É mesmo que alguém queimar
E jogar grana no mato
Esta faltando juízo
Pra mais de uma pessoa
Dinheiro gasto com fogos
É dinheiro gasto a toa
O tolo gasta pensando
Que fez uma coisa boa
Zoada de bomba enjoa
Deus quer o mundo tranqüilo
Jesus não se agrada disso
E Deus não gosta daquilo
Quem pensa que agrada Deus
Ta dando grande vacilo
2
Vê se o pobre intranqüilo
Sofrendo muito humilhado
Sem casa roupa e comida
Mal visto e mal amado
Enquanto com fogo e bomba
Muito dinheiro é queimado
Este dinheiro que é gasto
Com bomba e com foguetão
Da pra comprar casa e roupa
E pão pra quem não tem pão
Pecado é queimar dinheiro
Com que não tem precisão
Ouve-se estrondo de bombas
No tempo de eleição
Nos jogos de futebol
Também se ouve explosão
Tudo isso é alimento
Para a poluição
No são Pedro e no são João
No fim do ano também
Tem gente fazendo o mal
Pensando que faz o bem
Quem inventa uma fogueira
Juízo certo não tem
Outro absurdo também
É pai ou mãe infiel
Inventa para a criança
Que existe papai Noel
Invés de falar em Deus
E Jesus rei de Israel
Tem gente que no natal
Não fala mal de ninguém
Depois que o natal se passa
Fala de quem vai ou vem
Faz mal o ano todinho
E no dia só faz o bem
Queria que todo mundo
Tivesse o viver igual
A criança abandonada
Passa o ano numa mal
Muitos só se lembram dela
Quando é dia de natal
Gente da cara de pau
Meu Deus quanta hipocrisia
Diz assim faça a criança
Sorri feliz nesse dia
Depois que passa o natal
Acabou a alegria
Meu Deus que hipocrisia
Tem no coração humano
Por se lembrar da criança
Apenas uma vez no ano
Pra mim alguém desse tipo
Não passa de um leviano
Tem muita gente indecisa
Entre o falso e o real
Pensando em fazer o bem
Só no dia de natal
E os outros 365 dias
É para fazer o mal
O homem vai à loucura
Por não ser reconhecido
Igual ao agricultor
No seu trabalho sofrido
Puxando cobra pros pés
Ganhando mal recebido
Quem não constrói só destrói
De quem tem rasga os papéis
O pobre vive na roça
Puxando cobra pros pés
Enquanto quem nada faz
É quem tira nota dez
Detesto quem se aproveita
De um pobrezinho indefeso
E maltrata o miserável
Que está algemado e preso
Bata em quem não é de peia
Pra você sentir o peso
Quem é besta e a mostrado
Atinge quem vai ou vem
É mole e quer ser valente
Porque dar no Zé ninguém
Bata no homem de briga
Que você não se sai bem
Só por causa da verdade
Já mataram muita gente
Tem covarde que conhece
Finge e se faz de inocente
Outro não conhece e teima
Porque não é consciente
A verdade é uma árvore
Que poucos adubam ela
Outros cortam pelo o tronco
Apesar de ser tão bela
Como mataram Jesus
Construtor e dono dela
O apostolo Paulo um dia
Pregou com autoridade
O apostolo Pedro e outros
Vitimas da fatalidade
Estes homens só morreram
Porque pregaram a verdade
Hoje vivemos no mundo
Que a verdade pouco gira
A verdade é uma árvore
Que pouca gente admira
Porem noventa por cento
Preferem mas a mentira
Enquanto a mentira dura
Todo mal é encoberto
E a verdade não livra
Quem era pra ser liberto
Isto porque a justiça
Tem o errado por certo
Muitos negaram a verdade
Por acharem pesada a cruz
Tem uns que procuram as trevas
Porque não gostam da luz
E assim a verdade dói
Nos que negaram Jesus
Tem alguém que encoberta
Um crime ou algo roubado
Tem alguém bem escondido
Fazendo o que é errado
Se não há crime perfeito
Quem engana é enganado
As finanças se acabaram
E o presidente atreve
Tomar dinheiro emprestado
Quanto mais toma, mas deve.
E esta crise econômica
Não se acaba tão breve
Nazismo é o movimento
Nacionalista Alemão
Foi liderado por Hitler
Um homem sem coração
Que matou os seis milhões
De Judeus sem precisão
Pobre mora na favela
Por de traz de uma parede
Sem ter direito ao um lençol
Uma cama ou uma rede
Sem pão pra matar a fome
Sem água pra matar a sede
Foi vendo a destruição
De Hiroxima e nagazaque
Que a bomba atômica fez
Através do grande ataque
Que os estados unidos
Fez e botou em destaque
Vendo o pobre em desabrigo
Sem conforto e sem morada
Sem comida e sem lazer
Vivendo de retirada
Deu pra entender que o mundo
De amor não tem é nada
Vendo a criança jogada
Na triste periferia
Sem pai sem mãe sem parente
Sem nem uma companhia
Sem amor e sem carinho
Não há quem tenha alegria
Vendo morte todo dia
Seqüestro a cada segundo
A mortandade infantil
E o trafico de droga imundo
Até Jesus chora triste
Com as injustiças do mundo
Vendo o povo brasileiro
Sem conforto e assistência
No país escravizado
Que diz ter independência
Mas falta se libertar
Da droga e da violência
Foi vendo no xilindró
A mais triste humilhação
Conheci que o calabouço
Era inferno e tinha cão
E achei muito difícil
Soldado ter salvação
Eu sou denunciativo
Gosto de denunciar
Sou a favor do direito
Não trabalho pra falhar
Eu só demonstro o que sei
E só digo pra provar
Tem tanto rico amostrado
Mostrando a grana que tem
Tem pobre que esta lutando
Pra conseguir ser alguém
E por mais que alguém seja tudo
Não é melhor que ninguém
O pobre quer, mas não tem.
Onde quer que você ande
Enquanto o pobre trabalha
O homem rico se expande
O pobre tenta vencer
Mas a concorrência é grande
Onde não tem quem comande
Pobre esta sempre de baixo
Não tem essa de dizer
Eu sou bravo e muito macho
Porque até a justiça
É cega e faz cambalacho
O pobre cai no relaxo
E o rico lhe confunde
O rico grita se cale
E o pobre não responde
E o rico ajunta dinheiro
Pra botar não sei a onde
Na questão de um momento
Tempo segundo ou minuto
Ora dia mês e ano
Semana também é fruto
Ninguém ver o bóia fria
Mas Deus protege o matuto
Pode em menos de um minuto
Tudo ficar diferente
O pobre ser menos bruto
E o rico ser consciente
Se o rico aprender tratar
Quem é pobre como gente
Se o rico prepotente
Tivesse simplicidade
Talvez o pobre buscasse
Cada vez, mas humildade.
No mundo não existiria
Tamanha desigualdade
Irresponsabilidade
Ofende como um veneno
O médio fere o mais pobre
Grande maltrata pequeno
Porem para classe baixa
Esta faltando terreno
Alguém não deixa por menos
E com isso se ofende
O rico toma do pobre
E pro outro rico vende
É um consumindo o outro
Coisa que ninguém entende
O pobre não se defende
E o rico pra não cair
Faz da cabeça do pobre
Uma escada pra subir
E o beradeiro é tão besta
Que nem procura em pedir
Ninguém diga que é forte
Por que só Deus é profundo
Pobre ou rico não é nada
Morem e viram moribundos
Se não enterrarem a carne
Pode apodrecer o mundo
A verdade faz um chorar
E outro sorrir contente
A mentira e a falsidade
Enganaram muita gente
A dura verdade dói
Mas da lição em quem mente
A mentira por ser falsa
Engana quem vai ou vem
Quem inventa se engana
Quem acredita também
Mas a verdade é a força
Do caráter de alguém
A verdade livra alguém
Inocente da prisão
Desmascara o mentiroso
Faz passar decepção
Quando a mentira diz sim
A verdade diz que não
Quem não pode dominar
Os seus desejos carnais
Faz o errado pensando
Que a coisa certa faz
É melhor ficar calado
Do que conversar de mais
O rico tem varias calças
O pobre usa uma estopa
O político come bem
O pobre não tem nem sopa
Tantos políticos roubando
E tantos pobres sem roupa
Do Brasil para o estrangeiro
O político que tem nome
Em casa de tudo tem
De tudo que é bom come
Tantos políticos mentindo
E tantos pobres com fome
É preciso esses políticos
Vê mas os necessitados
Pensar em Deus ajudando
Os pobres descamisados
Pro Brasil deixar de ser
País dos a flagelados