Registro da Literatura de Cordel


O projeto de Registro da Literatura de Cordel como Bem de Patrimônio Imaterial continua em andamento. Dia 27/10/2011, às 15:00, no auditório do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular/CNFCP, foi realizada reunião para encaminhamento do Plano de Trabalho apresentado ao DPI/Iphan/MinC, que foi protocolado na 6ª Superintendência do Iphan Rio de Janeiro, em 31/11/2011.

Estiveram presentes:

- ABLC: Gonçalo Ferreira da Silva (presidente), Francisco Salles, Fernando Assumpção, João Batista Melo;

- CNFCP: Beth Costa (Chefe do Setor de Pesquisa do CNFCP), Guacira Waldeck (pesquisadora do Centro), Rosário Pinto (Responsável pela Cordelteca da Biblioteca Amadeu Amaral)

- 6ª Superintendência: Mônica da Costa; e,

- Pesquisadores convidados: Bráulio do Nascimento, Vicente Salles.

"(...)
Fizemos reunião
Na quinta-feira passada,
Nesta estiveram presentes,
Pessoas interessadas.
CNFCP deu voz
Às pessoas abonadas,
Para falar do cordel
Este bem de menestrel
Com propostas acatadas.

Maria Rosário Pinto

Aportou na Bahia e estendeu-se sertão a dentro, inicialmente na voz dos cantadores e, posteriormente, com a chegada da Imprensa no Brasil, Leandro Gomes de Barros, um dos pioneiros na edição de e distribuição de folhetos de cordel, abriu espaço para folheteiros e distribuidores. Os livretos, romances, como eram chamados, adentraram o Nordeste Brasileiro no lombo de animais e no curso dos rios. A expansão originou a criação de novas modalidades e, a transposição de temáticas europeias para as que retrataram a realidade nordestina no início do século XX. Mas, como disse Franklim Maxado Nordestino, em O cordel do cordel, 1981 – não ficou só Nordeste, viajou com o retirantes nas carroceiras de caminhões para o Sul do país e daí para todas as regiões, onde houvesse o aceno de melhores condições de vida. Hoje a literatura de cordel caminha célere de norte a sul, leste a oeste do país.

Conquistou o reconhecimento acadêmico e artístico. É mote de outras manifestações culturais e transcende espaço, tempo e região, o que a torna, incontestavelmente, gênero literário.